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Por dentro da fábrica da Jeep

Publicada no Diario de Pernambuco em 20/09/2015 – Rochelli Dantas
Há dois anos, as prensas (equipamentos responsáveis por transformar as chapas de aço em peças para a carroceria do automóvel) contratadas pela Fiat desembarcavam no Porto de Suape. Era o coração do tão sonhado polo automotivo chegando em solo pernambucano. Alguns dias depois, o material seguiu para Goiana, onde o projeto da Jeep estava sendo construído. Hoje, o projeto é uma realidade. O empreendimento emprega cerca de 7.200 pessoas entre planta Jeep, parque de fornecedores e terceirizados. A integração dessas áreas é considerado o diferencial do empreendimento.

A fábrica Jeep ocupa uma área construída de 260 mil metros quadrados e tem capacidade para produzir 250 mil veículos por ano. Ao lado estão os fornecedores diretos. Um complexo de 12 edifícios, que abrigam 16 empresas responsáveis por 17 linhas de produtos e ocupa uma área de 270 mil metros quadrados. Tudo funciona de forma integrada. Ou seja, a matéria-prima necessária para construção do veículo está na fábrica ao lado.

“O projeto foi pensado com foco nesta integração logística. Inclusive, já temos um espaço concebido para uma expansão sem criar problemas para essa integração. O cérebro da unidade é o que chamamos de ‘comunication center’, onde está o centro de tudo e onde discutimos ações e resolvemos problemas. A partir deste setor podemos percorrer a pé os pontos essenciais de todos os setores da planta”, contou o diretor de qualidade do Polo Automotivo Jeep, Luís Batista. Segundo ele, o layout da área proporciona um ganho de 40% em eficiência de processos.

Os funcionários da área de produção também possuem um sistema operacional diferenciado. Eles são divididos em times de seis pessoas liderados por um líder, o chamado ‘team leader’. “Os treinamentos oferecidos a essas equipes são constantes. Assim é oferecido uma resolução rápida de potenciais problemas. Agora, acreditamos que todo funcionário pode dar ideias e elas podem virar práticas”, ressaltou Batista. A unidade possui mais de 200 times.

Tendo como principal objetivo a qualidade do produto, a checagem está presente nas quatro principais áreas da planta: prensas, funilaria, pintura e montagem. “Diariamente, pegamos amostras na área de produção e trazemos para a área de qualidade para fazer diversos testes. Submetemos os veículos inclusive a situações críticas, como simulações de tempestades. Caso algo seja detectado realizamos o ajuste em toda a linha”, disse Batista. Atualmente, 250 pessoas estão ligadas diretamente ao setor de qualidade.

Reuniões envolvendo diretores de todas as áreas, incluindo representantes dos sistemistas, também são realizadas diariamente. Além disso, de acordo com o diretor, o setor de qualidade está interligado com as concessionárias auxiliando na resolução de problemas e identificando possíveis erros

setembro 2015

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