Em oficina nesta quarta-feira (21), foi elaborada dinâmica, mediada por consultoria especializada da Ceplan, para apresentar e envolver gestores estaduais sobre nova economia.

Foto: Antônio Holanda/Adepe

Implementar em Pernambuco um modelo de desenvolvimento econômico regenerativo, em que o meio ambiente e a sustentabilidade estejam no pilar de todas as decisões e projetos. Esse é o principal objetivo do projeto “Planejamento Regenerativo para Economia Pernambucana”, que teve seu primeiro encontro nesta quarta-feira (21), na sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti-PE). O projeto é idealizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha do Estado de Pernambuco (Semas-PE), com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC-PE), através da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan).

A governadora Raquel Lyra, que esteve presente na oficina, falou sobre a urgência de se pensar em um amanhã mais sustentável. “Pensar no futuro inclui a criação de uma grande política de conservação – que vai desde o plantio de árvores, algo simbólico, mas necessário, até introduzir, de fato, em todos os processos que permeiam Pernambuco, a economia verde. E a gente sabe que temos um potencial extraordinário para que isso possa acontecer aqui”, pontuou.

Nesta primeira sensibilização, além da governadora, secretários, gestores estaduais e atores do setor privado participaram de dinâmicas para situar as equipes sobre o que seria, de fato, uma transição de Pernambuco para a Economia Regenerativa. Representando a Adepe, estiveram Brena Castelo Branco, diretora interina de Atração de Investimentos, e José Maria, diretor-executivo de Relacionamento e Desenvolvimento Institucional. Os participantes foram ouvidos com o objetivo de criar um modelo de economia regenerativa de Pernambuco personalizado à nossa realidade.

Foto: Antônio Holanda/Adepe

Para que seja possível a viabilidade de uma economia verdadeiramente regenerativa, a política pública envolve todas as pastas estaduais, especialmente aquelas que estão na base dos projetos vetores do desenvolvimento do estado. A parceria resultou na contratação da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), de Tânia Bacelar, que por sua vez reuniu economistas especialistas nessa nova economia regenerativa e que estão se debruçando sobre as forças e oportunidades apresentadas pelo estado nesse processo de transição da matriz econômica. Para a economista, esse é um passo decisivo. “Estamos em um momento de duas grandes rupturas: a transição para a era digital e a transição para uma relação mais cordial perante o homem e a natureza”, comentou.

Entre o secretariado e autoridades do Governo de Pernambuco, esteve presente Ana Luiza Ferreira, secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas-PE), que garantiu que, até junho deste ano, um plano efetivo de ações será entregue com projetos prioritários para que o vetor de desenvolvimento do estado seja de redirecionado. “Esse planejamento estratégico é a base para o PerMeie, o Plano Pernambucano de Mudança Econômico-Ecológica. O grande primeiro passo do PerMeie é, precisamente, esse mapeamento e planejamento de como Pernambuco vai chegar lá”, ressalta Ana Luiza.

Para Brena Castelo Branco, Diretora Interina de Atração de Investimentos da Adepe, o Plano vai impactar diretamente na chegada das empresas em Pernambuco. “Vai facilitar a atração de investimentos mais sustentáveis, gerando emprego e renda dentro do local onde eles estão inseridos, porém preservando nossa cultura e meio ambiente, o que fará toda a diferença para Pernambuco”, comentou.

Também estiveram presentes no evento: Mauricélia Vidal, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de PE; Daniel Coelho, Secretário de Turismo; Almir Cirilo, Secretário de Recursos Hídricos; Fernando Hollanda, secretário da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais; Carlos André Cavalcanti, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, além de representantes de instituições privadas, bancárias e sociedade civil.

Foto: Antônio Holanda/Adepe

Consultoria especializada

O contrato de consultoria com a Ceplan tem a duração de seis meses e serão entregues três produtos finais: documento base com as visões sobre oportunidades para a transição para a economia sustentável de matriz energética; documento base sobre os potenciais para a transição para a economia sustentável de matriz regenerativa; e um plano de ação com modelo de governança para a promoção da economia sustentável de matriz regenerativa no Estado. 

Serão realizadas mais duas oficinas dinâmicas até o fim da consultoria, que devem ser concluídas até julho. O primeiro produto aborda as visões sobre economia sustentável de matriz regenerativa. Ao final deste projeto, objetiva-se implementar, em Pernambuco, o modelo econômico regenerativo que seja resiliente, inovador e inclusivo, valorizando a biodiversidade e os ecossistemas, enquanto promove o bem-estar social e a equidade.

*Texto com informações da Semas-PE e Adepe

fevereiro 2024

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