A sociedade reinventa-se e elabora novas formas de se integrar e pensar melhores soluções para o seu desenvolvimento. É com este intuito que o Governo de Pernambuco, a sociedade civil organizada e o setor privado estão unidos, desde 2019, para priorizar necessidades e fortalecer cadeias produtivas relevantes para a economia estadual.

A iniciativa é comandada por meio de 11 Câmaras Setoriais secretariadas pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe). São elas: Têxtil e Confecções; Logística; Leite e Derivados; Sucroalcooleiro; Turismo; Audiovisual; Gesso; Ovinocaprinocultura; Energia; Avicultura e Apicultura.  As reuniões periódicas, que já somam mais de 120, contribuem para a estruturação dos setores que movimentam bilhões anualmente. 

Um dos maiores exemplos práticos pode ser acompanhado na Câmara da Avicultura. Pernambuco emprega mais de 150 mil pessoas no setor e está entre os estados brasileiros com maior produção de aves e ovos do país, sendo o maior do Nordeste. O segmento contabiliza dois milhões de aves em recria, 15 milhões em produção e 14 milhões de cortes por mês, de acordo com a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). Foi nesta câmara que foi lançado o Projeto Grãos PE, que tem como objetivo desenvolver a cultura do plantio de grãos no estado, em especial milho, possibilitando alternativas de aquisição local de proteína animal para os produtores da área em Pernambuco. 

A câmara Têxtil e de Confecções também tem se consolidado. A área movimenta quase R$ 6 bilhões por ano em negócios, uma engrenagem formada por trabalhadores formais, autônomos, e pequenas e grandes empresas que empregam mais de 250 mil pessoas e produzem 225 milhões de peças anualmente. O grupo e o Sebrae-PE pretendem, em breve, lançar um censo e mapear toda a gama de empresas em funcionamento. A iniciativa é estratégica e chega para trazer luz ao polo que está entre os líderes na produção de peças no mercado nacional, estando à frente de estados como o Rio Grande do Norte e o Ceará. 

Também foi graças à Câmara Têxtil e Confecções, que durante o período crítico da pandemia, o Governo de Pernambuco pôde viabilizar o processo de compra de mais de 2 milhões de máscaras de proteção de tecido com produtores locais. Foram selecionadas empresas com o selo de conformidade do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco. Uma forma de dar fôlego e injeção ao capital de giro das empresas impactadas durante a pandemia. 

O Turismo também tem recebido um olhar atento e proativo. O Turismo da Saúde, que teve um grupo de trabalho criado especialmente, aponta cenário bastante favorável para o seu crescimento. O segmento contabilizou um faturamento de R$ 7,9 bilhões em 2021, contribui com 30% da arrecadação de ISS do Recife; possui uma gama com mais de 4.365 empresas em atividade e gera 52 mil empregos diretos. Os números só reforçam a importância da capital pernambucana para o setor que é o segundo maior polo de saúde do país, tendo à frente apenas o de São Paulo. A meta da Câmara Setorial é consolidar o Recife como um centro médico inovador e de referência em serviços de saúde e bem-estar. Já a Fenearte, também apoiada pela câmara, gerou cerca de 2,5 mil vagas de emprego temporários. Em 2023, o faturamento do evento foi de 52 milhões. A Feira tem como objetivo impulsionar e movimentar o artesanato e as demais expressões da economia criativa do estado.

Para mais informações, entre em contato:

  • E-mail: camaras.setoriais@adepe.pe.gov.br
  • Telefone fixo: 8131817385
  • Celular: 81984940444

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